Tudo o que ele leva pra casa vira pão na mesa de manhã. No desejum psicológico, ele bateu diversas vezes seu cigarro no copo com um resto de café até tirar o exesso das cinzas acumuladas após alguns minutos de ociosidade mental, levantou-se da mesa empurrando-a para frente, derrubando alguns pães empilhados e a garrafa termica. Olhou para o espelho, arrumou o cabelo, analizou os dentes e resmungou para sí sobre a localização da chave, deu um beijo nela e saiu.
Agora já fora de casa, ele era apenas um, um passando pelos demais que passavam apressados e suados correndo para seus objetivos, este não, andava olhando pro quadro celeste com manchas brancas que enfeitavam um dia ensolarado e que previam coisas a fazer. Pensava nela por não ter no que pensar.
Após chegar ele era outro, outro personagem tentando satisfazer sua mentalidade com um livro sujo cujo o titulo estava rasgado pela metade, "... mentalidades" era o que se entendia. Outra coisa a se fazer, uns telefonemas, depois ligou a TV. Assistia um mundo repletos de outros. Eles que não sabiam que eram uns na cabeça de outros, ou que sabiam que eram uns na cabeça outros mas não sabiam quem eles eram e nem se existiam de verdade.
Ela afagou sua cabeça e ele fechou os olhos. Não sabia o significado disso, mas se sentiu bem e retribuiu o gesto de carinho com um beijo. Quem ele beijava era ela que não era a outra, era a pessoa que fabricava a sua própria felicidade e a dividia com ele que era um outro. Ele não sabia se ela realmente o amava, mas se sentiu bem mesmo assim. Ela sabia que ele nunca ia deixar ele por outra. Ele a amava, mas não sabia.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
e quem sabe de que né....
Tá indo no caminho certo..
Continue post eu vou sempre ler
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