"A tristeza me conforta
é mal que me faz bem..."
(Trecho, abaixo, não existente na história original, improvisado comendo chocolate, ouvindo Pink Floyd e refletindo sobre a própria vida)
Cansado de olhar pro céu tentando achar um conforto para sua alma e talvez a dor de cabeça que sentira, Caio levantou do balanço do playground de maneira súbita a qual assustou um de seus quatro amigos.
- Coé o papo Cacau? – disse um deles – Isso é remanescente da tua farrinha particular de ontem à noite? (risos)
- Nada Tiago. Só não quero ficar matando aula num lugar chato desses.
- Chatão você heim Cacau... Ei o que é aquilo lá na mercearia? – disse Tiago fazendo Caio virar a cabeça na mesma direção que a sua.
O resto parecia nem se preocupar com a conversa, eles estavam entretidos demais com uma garota de corpo visivelmente belo passando e jogando charme. Ou com o mendigo apanhando do dono da mercearia ali perto que o impedia de comprar um pacote de bolachas com seu dinheiro. Ele estava com as mãos estendidas para o vendedor, mostrando que ele iria pagar, todavia o preconceito foi burro e cego fazendo o vendedor dar umas boas vassouradas no braço e na cabeça e posteriormente nas costas quando o pidão se encurvou e começou a gemer de dor...
Todos se aquietaram por um instante, suspiraram e sentiram um leve gelo na barriga quando viram que um deles atravessou a rua e derrubou o agressor no chão. Era Caio e estava bufando e vermelho de nervosismo e indignação.
- Eu não vou admitir... – disse com voz tremula e ofegante - que você bata em um homem que irá pagar pela comida que necessita.
Se levantando, Seu Olavo tomou novamente a vassoura em suas mãos e deu uma estocada no estomago de Caio que o fez gemer e se por de joelhos.
- Seu moleque. Não se meta no que não é chamado. – disse erguendo a vassoura e acertando no rosto de Caio.
Os outros estavam atentos, mas realmente não estavam preocupados com a saúde do colega. Achavam que ele merecera a surra pela atitude vergonhosa que ele tomou. Saíram de lá para não serem reconhecidos como amigos do vergonhoso pseudo-herói.
Com dificuldade para abrir os olhos por causa da dor e do sangue em seu rosto, Caio se esforçou para enxergar e achar uma brecha para escapar acertando a boca do estomago do Seu Olavo e correndo de lá com a mão no rosto. “É tudo culpa sua...”, ouviu ainda correndo e ao olhar para trás viu o velho ser novamente espancado.
continua em O segundo filho [4]...
5 comentários:
Opa...
Deu uma olhada por cima de várias histórias... terei que voltar com mais tempo....
Muito bom!
Muito bom cara!!! vou aguardar a continuação, ja salvei seu blog nos favoritos... vou vim ver a proxima parte!!!
Oi Anderson, vi sua resposta num dos tópicos de uma comunidade sobre blogs no orkut, e resolvi, por curiosidade, passar aqui, hahaha, mas juro que nao sou curiosa, ta?
Po, eu li o texto todo, hahaha... vou passar sempre aqui, ok?
Vou esperar pela continuação.Um beijo.
Putz, nao sei oque que deu, mais nao estou conseguindo ler oque voce escreveu
Desculpa
outra hora tento novamente
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