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sexta-feira, 7 de março de 2008

O segundo filho [1]

"Não podemos perder de vista os nossos sonhos"



Eram muitas aquelas pausas pensativas sobre a vida, a escuridão consome uma alma tão rápido quanto o fogo consome uma folha de papel. Amargamente sentia seu rosto vibrar e seus olhos perderem o foco. Sentia ainda mais, a agonia que era sentir como se nada fosse dar certo na vida, pensava demais, bebeu mais um gole do amargo vinho de seu pai e tentou ficar o mais sóbrio possível.
De vez em quando ria quando se surpreendia pensando desse jeito e dançava bolero sem nem saber como é a sinfonia. Beijou o véu que cobria os caroços de esperança, pronto para brotar e se tornar algo que ele realmente almejava.
Uma voz escapou do inconsciente absoluto e sussurrou em seus ouvidos como uma brisa serena ao sábado de manhã.
- Você. O que sabe do que pensa quem é? Você não é você e é um mistério você não saber disso. Até parece que você sabe quem realmente é. Se soubesse acha que eu ainda estaria aqui?
Sem reação nenhuma de alguma duvida e tendo certeza de que ele não entendera nada, a voz continuou.
- Você me acha bonita nesse vestido? E qual o melhor batom? Já teve medo da morte algum dia? Você sente arrepios quando está só no escuro? Quem é você?
Passou a mão no rosto diversas vezes até lembrar que seu nome era Caio. Estava na sala de sua casa e seus pais haviam viajado a negócios. A luz do barzinho acesa dando aquele aspecto fúnebre ao ambiente.
Ouviu um som, estrondoso, de um jeito que fez as taças tremerem. Qualquer um diria, “Um avião”, mas era diferente, pelo menos para Caio. Começou a notar o chão desabando sobre seus pés e em seguida, o mundo todo estava do tamanho de uma bola de gude. As luzes do espaço estavam diferentes, pareciam se mexer. Haviam muitas nebulosas de diferentes cores que pareciam dançar no espaço infinito. Mas um calafrio enorme tomou Caio. Percebeu que a interação e o sincronismo em que as luzes se mexiam eram realmente peculiares. As luzes vermelhas só se moviam depois que as amarelas tocavam as azuis, ou as roxas, que só davam rodopios quando as verdes paravam de se mexer.
- É meu caro, aposto que você nunca viu isso acontecer né? – Disse para si.




continua em O segundo filho [2]...

2 comentários:

~*Luana Medeiros Weyl: disse...

algumas partes confusas
outras divinas *_*
parabéns =D
=***

L. disse...

muito interessante
^^~
isso seria algum tipo de ficção apocaliptica?
=D
paraste a historia justo na hora que eu tava me empolgando >.<"
o/ continue escrevendo quero saber o final
8D