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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Silêncio [3]

"Não perca de vista seus sonhos, por mais sombrios que eles sejam"



Ao entrarem no recinto, Tavares e seus capangas não enxergavam muita coisa do velho Covil das loucas. Um silencio sepultral misturado ao cheiro de gasolina...
(palmas no escuro)
-Ora, ora, ora...
(silêncio)
-Parece que temos um rato por aqui não? (risos)
O som ecoava pelas paredes nuas do velho bar de sinuca, com suas mesas e cadeiras recuadas.
-Carlos!! É você seu desgraçado?!?! - Tavares insistiu ofengante
-Sou eu? E você quem é, heim Tavinho? Quem você pensa que é pra vir entrando assim no nosso buraco?
As luzes acendem - eram luzes fracas de barzinho, não se podia ver muitos detalhes - Carlos já está de pé com um revolver Taurus apontado para Tavares enquanto acendia um cigarro com a outra mão.
-É melhor você facilitar e largar essa arma...
-Eu? Largar a minha arma? Do que ia adiantar se vocês vão morrer do mesmo jeito?
-Seu canalha o que você fez com o Marcos? - gritando em furia
-Calma, calma não criemos pânico! - Disse Carlos sorrindo com a arma ainda erguida para tavares e agora apontando o cigarro para o corpo e batendo uma cinza nele.

Ao ver o corpo do amigo deitado no chão todo envolto de sangue Tavares abriu fogo para cima de Carlos, em furia, que caiu no chão em sangue.
Um silêncio se instalou no recinto, um silencio que logo depois foi quebrado pela risada descontrolada e engasgada de Carlos no chão.
-(coff) Você... você não tem(coff) nem capacidade pra me matar(coff).
-Ele tá louco - falou isso virando de costas - Vai morrer engasgado no proprio veneno o desgraça...
Tavares congelou de medo e todos os capangas dele que estavam presentes também estavam paralizados com a cena. Carlos estava parado diante de Tavares segurando a arma em seu queixo.
-Oh! E agora? Quem poderá defende-lo? - Carlos ja estava limpo como se nada tivesse acontecido mas permanecia humidecido de gasolina - É Tavares, a gente sempre jogou esse jogo, essa intriga, essa disputa interna para ver quem sucedia o velho, mas você sempre foi o mais imbecil de todos, o mais tolo, o mais mediocre, nunca pensou antes de agir - deu um sorriso.
-Gosta de chuva?
Apontou a arma para cima e deu um unico disparo, acertando um galão de gasolina preso no teto provocando uma explosão e inundando o ambiente com uma chuva de fogo. Alguns dos homens que estavam por la foram atingidos pelo liquido flamejante que vinha em varias direções. Quando as chamas alcaçaram Carlos, ele começou a pegar fogo por inteiro e impurrou Tavares no chão. Descarregou os ultimos 5 tiros da arma em varias direções do salão causando o mesmo efeito explosivo. O chão também começou a pegar fogo em trilhas que levavam ao corpo de Marcos. E naquela cena infernal Carlos reapareceu na frente de Tavares denovo, só que não mais em chamas e disse:
- Ainda falta um inferno e uma vida pra você aprender a me matar.
Puxou uma faca do bolso do paletó e enfiou na garganta do mercenário que logo foi coberto de chamas. Virou-se para os outros homens que estavam em chamas ainda.
-Presentinho pra vocês traidores - jogando uma massa de dinamite na direção de uma labareda proxima a eles.


******************************

Ainda a algumas esquinas de lá, Douglas olhous no retrovisor o antigo "quartel" pegando fogo e logo em seguida explodindo.
- Carlos, prefiro morrer sendo teu amigo, do que viver o suficiente pra ver que não é lucrativo ser teu inimigo.
O carro dobrou a esquina seguinte e só tinha um trajeto, o "matadouro".



Continua em Silencio [4]...

Foi mal os erros de portugues... to com preguiça de corrigir