Ainda em alta velocidade, o barco atinge a praia da ilha com tanta força que sua inércia bruta derruba Marcos no fundo do barco, fazendo bater com a cabeça na madeira nua, abrindo um talho profundo em sua testa.
Permanecia atordoado, com o sangue encharcando o fundo da embarcação encostado com sua testa no chão. Agora sua cabeça doía mais, porem teve até condições de raciocinar que se continuasse batendo-a assim poderia morrer mais rápido do que pensava, era hora de se recompor e descobrir o que havia acontecido agora. Uma mão segurou seu ombro e o pôs de novo no banco e logo em seguida arrancando sua venda, seus olhos arderam, havia um tempo que não via luz e o sol agora parecia estar em seu ápice. Passou tanto tempo assim desacordado? O rosto que viu ele nunca esqueceria. Um moleque meio moreno com a orelha esquerda deformada que aparentava ter no máximo 17 anos e tinha uma expressão maldosa em um rosto magro e com algumas cicatrizes.
- Ei rapaz, é o seguinte! – disse o marginal puxando uma pistola cromada e apontando pra cara de Marcos – Aquela treta lá com os policia a gente tirou de letra e eu só não levei tua alma porque me deram expeci... expecifc.... excpetifi... Ahh sei lá, me deram ordens pra trazer tu com vida pra esse lugar, mas fica sabendo que aquela treta lá num vai morre aqui viu? Agora levanta daí. – disse puxando Marcos pela camisa e empurrando-o até a rampa que dava na areia branquinha e brilhante, como cristal pulverizado, de uma praia rodeada por uma imensidão de mar com água quase cristalina, a ilha parecia ser bem grande e tinha uma mata bem densa. Em terra, vários dos meninos aparentando ter entre 13 e 16 anos estavam enfileirados com as mãos atadas às costas e a corda que limitava seus passos. Todos com uma expressão de medo, tostando no sol, alguns descalços com os pés ardendo nas areias ferventes, pareciam ser mais de trinta. Uns com vestes mais humildes e outros até que bem arrumados, mas não chegavam a passar da classe média baixa assim como Marcos.
“Praia?” pensou Marcos. “Porque diabos uma praia deserta? Faria sentido nos matar e dar de comida pros peixes? Poderia ser ate um seqüestro coletivo, mas duvido que as famílias fossem pagar resgate, isso é, se eles ainda tiverem família” após concluir seu pensamento, com uma levantada de sobrancelha que era praticamente o bordão de cada pensamento indagador seu, ele começou a descer a rampa.
Por sorte Marcos estava de tênis, pois ao entrar no sol e pisar na areia, sentiu todo o mormaço do lugar agravando ainda mais sua sede e fome. Arrependeu-se por um instante em estar de camisa preta, se conformou ao ver um dos meninos sem camisa com a pele já em brasa. O “paraíso” era lindo e infernal.
(tiros de metralhadora)
Um fuzil AK-47 fumegante apontado para o céu por uma figura familiar aos olhos de Marcos. Usando um chapéu panamá, óculos de sol estilo aviador, bermuda e camisetas havaianas e de botas de combate o que o fazia parecer um imbecil, estava ele, o PEDOFILO. Marcos sentiu um gelo na garganta que o fez retomar de novo um breve pensamento em um copo d’água geladinho.
- Bem vindos, cavalheiros, à Ilha das Araras-vermelhas! – falou alegremente – Espero que aproveitem bem sua estadia aqui e que nunca mais queiram voltar... – fez uma breve pausa dramática, e uma cara de pensativo, depois retomou – até porque é longe pra buceta! Se quiserem voltar pra casa fiquem a vontade para começar a nadar agora, pois tem uma extensão de quase oitenta quilômetros para vocês percorrerem até chegar à costa, isso sem contar com possíveis tubarões e arraias.
Fez outra breve pausa como se quisesse se lembrar do que estava falando.
- Pois bem! Vocês farão parte de um experimento de sobrevivência humano que eu gosto de chamar de Ilha da Morte, – outra breve pausa – certo? Ok! Vocês terão que fazer o seguinte, terão que sobreviver durante 9 dias. Os que conseguirem fazê-lo terão passagem de volta pra Belém garantida, – parou de falar novamente, coçou o queixo e finalmente soltou as palavras sorrindo – claro que não terão facilidade alguma.
- Cavalheiros nesta ilha não há nenhum tipo de alimentação, usem a cabeça se quiserem jantar hoje de noite.
Tentou segurar o riso, acabou cuspindo e soltando a gargalhada mais mortal e demoníaca que esses meninos já haviam ouvido.
- Também durante uma hora por noite todas as noites, uma luz vermelha e uma verde se acenderão em lados opostos da ilha. Quem é daltônico se ferra nesse ponto, pois quem for pra luz verde morre, porem... - outra pausa –... Quem for para a luz vermelha primeiro ganha uma barra de proteína que, se bem racionada, dura quatro refeições. Pelo entorno da ilha estão espalhadas dez minas terrestres enterradas na areia, cuidado onde pisam. E uma vez a cada três dias nós iremos sair atrás de vocês por toda a ilha, se for pego, morre e seu corpo será queimado. No oitavo dia de noite poremos fogo na floresta. Se sobreviver até o primeiro raiar de sol ás 6 da manhã no nono dia, vocês podem voltar para a cidade e ganhará muito dinheiro.
- Ah sim! Se vocês matarem cinco pessoas e trouxerem as genitálias para a luz verde vocês poderão escolher uma das três armas brancas que são uma faca de guerra, uma espada japonesa e um machado.
Olhou por cima dos óculos para Marcos.
- Boa sorte a todos.
Virou de costas e apontou o dedo pra cima, mas logo se voltou novamente para os meninos.
- Me esqueci de um único detalhe. Nessa ilha o único animal além do homem será uma onça bem faminta. Ela será solta daqui a cinco dias.
- Soltem os garotos!
Ligeiros os bandidos começaram a soltar um menino por minuto. O terceiro deles foi correu pela praia uns 200 metros até pisar numa mina e seus pedaços voarem pelos ares arrancando boas risadas do PEDOFILO.
O jogo havia começado
a partir daqui eu vou reler e corrigir a historia, como comecei a escrever ela faz tempo e fiquei parado, algumas ideias se perderam então vou reorganiza-los em capitulos e acrescentar algumas coisas que ficaram dispersas e então vou manter a linha da historia até a falencia de ideias ou o fim da hitoria
grato
Anderson Fattori
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
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